No início do ano lectivo, muito sensatamente a professora, decidiu alertar-nos:
- Se os vossos filhos nunca tiveram piolhos, preparem-se porque vão ter logo. E não são pragas, é o ano inteiro...
Começou pela Mariana, com as duas mãos coçava desesperadamente a cabeça. Durante 2 semanas, espreitei cabelos, passei o pentinho e nada. Já andava intrigada, ou eu ainda não tinha aprendido o ritual corretamente: solução anti-piolhos + toalha branca + passagem do pente madeixa-a-madeixa - ou então eles eram muito matreiros. E pronto, de repente, lá foram apanhados, ainda meio taralhocos depois de terem mergulhado num valente banho de químicos. Ainda tentei, mas não consegui disfarçar a minha raiva quando lhes dava o golpe final. Não consigo descrever este sentimento único de pânico que me invade cada vez que ouço falar na palavra "piolho", provavelmente incutido desde a nossa infância. Não me lembro de ter tido os dito-cujos mas lembro-me de achar que os dito-cujos só atacavam os meninos que não tomavam banho. E juro, cumpro o meu dever de mãe à risca, dou banho às crianças todos os dias e mesmo assim a bicharada decidiu habitar a cabecita da minha pequenita. Não sei, é no mínimo perturbador, saber que um bichinho de aspecto horroroso, vive - provavelmente com a família inteira - na cabeça da minha filha, dorme aninhadinho no meio dos cabelinhos dela, vai para a escola com ela, assiste a todas as suas brincadeiras e até senta-se connosco à mesa... é demais! E ainda por cima anda por lá a procriar! E, como se ainda não bastasse, dá-lhe às vezes valentes dentadas. E saber que não consigo fazer nada para o evitar, é o fim! Entre óleo de lavanda atrás das orelhitas, perfumar o cabelo, etc, etc, são muitos os truques que existem para os prevenir. E imaginem só, vou testá-los TODOS, na certeza porém que de pouco deve adiantar. Estou desconfiada que me espera uma época de caça muiiiito longa. Socorro!
Começou pela Mariana, com as duas mãos coçava desesperadamente a cabeça. Durante 2 semanas, espreitei cabelos, passei o pentinho e nada. Já andava intrigada, ou eu ainda não tinha aprendido o ritual corretamente: solução anti-piolhos + toalha branca + passagem do pente madeixa-a-madeixa - ou então eles eram muito matreiros. E pronto, de repente, lá foram apanhados, ainda meio taralhocos depois de terem mergulhado num valente banho de químicos. Ainda tentei, mas não consegui disfarçar a minha raiva quando lhes dava o golpe final. Não consigo descrever este sentimento único de pânico que me invade cada vez que ouço falar na palavra "piolho", provavelmente incutido desde a nossa infância. Não me lembro de ter tido os dito-cujos mas lembro-me de achar que os dito-cujos só atacavam os meninos que não tomavam banho. E juro, cumpro o meu dever de mãe à risca, dou banho às crianças todos os dias e mesmo assim a bicharada decidiu habitar a cabecita da minha pequenita. Não sei, é no mínimo perturbador, saber que um bichinho de aspecto horroroso, vive - provavelmente com a família inteira - na cabeça da minha filha, dorme aninhadinho no meio dos cabelinhos dela, vai para a escola com ela, assiste a todas as suas brincadeiras e até senta-se connosco à mesa... é demais! E ainda por cima anda por lá a procriar! E, como se ainda não bastasse, dá-lhe às vezes valentes dentadas. E saber que não consigo fazer nada para o evitar, é o fim! Entre óleo de lavanda atrás das orelhitas, perfumar o cabelo, etc, etc, são muitos os truques que existem para os prevenir. E imaginem só, vou testá-los TODOS, na certeza porém que de pouco deve adiantar. Estou desconfiada que me espera uma época de caça muiiiito longa. Socorro!
