03 agosto 2012

Matilde, a galinha dos ovos de ouro...

Para quem conhece as minhas M's sabe que vale tudo quando queremos ter alguma paz e sossego DELAS. E foi o que aconteceu na quinta-feira passada: tinha-as à minha volta, chaaaatas, rabugentas, e como agora já sabem o que querem mas nós nem sempre as percebemos, torna-se muito cansativo. E eu confesso que só queria algum descanso, merecido, depois de uma semana de trabalho, e nem reflecti bem nas consequências da minha atitude que acabou por desencadear um episódio que tem tanto de cómico como de preocupante. Ora a D. Mariana, como é muito vaidosa, pediu-me os anéis que eu tinha nos dedos e eu, sem hesitar, já em desespero, dei-lhos. Depois de brincar, experimentá-los em todos os dedos e exibi-los finalmente devolveu-me a minha aliança, que coloquei no dedo. Nunca mais me lembrei do outro anel que também lhe tinha dado...
No dia seguinte, já a caminho do IC19 - aqueles pequenos momentos em que aproveito para fazer um rewind para ver se não me esqueci de nada - foi então que me lembrei do [pi, pi, pi] do anel... Pensei que ao chegar a casa, depois do trabalho, provavelmente o encontraria e a história acabaria com um final feliz. 
Nã, nã, nã. Menosprezei o meu mau presságio e mal sabia eu o que me aguardavam os próximos dias...  Quando cheguei a casa, na passagem de turno, e já à saída, a avó Luísa referiu que "a Matilde tinha engolido qualquer coisa e que ainda tossiu e ficou com o narizito vermelho". E eu pensei cá para os meus botões: Ups!!! A verdade é que estes episódios são tão frequentes, que eu normalmente já nem ligo. Não é tarefa naaada fácil controlar as atitudes de dois diabretes que não páram quietas uns minutos!
Adiante. Bem, ainda não tinha a certeza que a Matilde tinha engolido o anel. Procurei pelo chão da sala, caixas de brinquedos, afastei as almofadas do sofá, varri, abanei brinquedos mas, nada! E foi então que desfiz as minhas dúvidas. Perguntei à Mariana - que é mais despachadita a falar - onde é que estava o outro anel que a mamã tinha dado. E ela não hesitou: "Tidi boca" e abriu a boca o mais que conseguiu e apontou para a garganta e para a Matilde. Pronto, se dúvidas tinha, desapareceram nesse instante: o anel estava algures no sistema digestivo da Matilde. Shit, shit, shit! e, por enquanto, sem brinde - estamos desde a sexta-feira passada a fazer a tarefa, algo penosa, de apalpar e inspeccionar cocós ... e até agora NADA. Só nos resta esperar. E já lá vão 7 dias...